Os Nossos Textos 2002/2003
 

 

 

 

 

 

 

 

 

              

 

 

III CONCURSO “CONTA-ME HISTÓRIAS”

Tema:

           “Como imaginas o teu futuro”

Estamos no ano de 2033. O despertador toca a chamar-me para mais um dia. Abro a janela e observo uma situação hilariante. Um extraterrestre marciano corre atrás de um cão robotizado que lhe havia rasgado o seu fato espacial de gala.

Na realidade, o extraterrestre marciano, o Jaba, estava a preparar-se para um jantar romântico com a bela donzela Iéri, proveniente do gigantesco planeta Ónix, da longínqua galáxia Coração Palpitante.

Eles haviam-se conhecido na estação espacial mais moderna da galáxia Coração Palpitante. Esta situava-se na órbita do planeta Ónix e era uma autêntica fortaleza de defesa aérea. Era constituída por uma zona de aterragem bastante ampla onde aterravam inúmeros esquadrões de bombardeiros inter galácticos, várias zonas de radares, um centro de controle e uma zona habitacional muito vasta e modernizada.

É nesta estação espacial que os últimos terráqueos sobrevivem, combatendo os impiedosos Gorkies que arrasaram o sistema solar e quase todos os seus habitantes.

O Planeta Terra, outrora muito belo, não passa agora de um monte de escombros inertes que vagueiam no espaço. Os oceanos foram destituídos de toda a sua água, pois os invasores necessitavam dela para a manutenção fisiológica dos respectivos organismos.

Após retirarem toda a sua água, desfizeram-no com vagas de bombas poderosas lançadas a partir das suas naves. A resistência terráquea foi fraca e, por isso, foram aniquilados por completo, com excepção de alguns, como eu, que fugiram antes da invasão.

Esta é a triste história do nosso planeta e da nossa galáxia, totalmente destruídos e subjugados ao poder dos Gorkies.

Actualmente, vivemos em guerra, tentando com a ajuda dos habitantes da galáxia Coração Palpitante derrotar os Gorkies e todo o seu Império.

Em termos militares a situação é-nos favorável embora todos os dias tenhamos baixas entre as nossas tropas.

Regressando à nossa história de amor, o Jaba não conseguiu deitar a mão ao cão e teve um grande dissabor. Não conseguiu arranjar um novo fato e, por isso, teve de ir ao encontro com o fato rasgado.

Quando chegou ao local combinado deparou-se com a sua deslumbrante donzela, tendo ficado algo envergonhado por não apresentar a mesma aparência.

Não obstante este facto, o encontro foi muito proveitoso na medida em que o Jaba pediu a mão da Iéri em casamento e esta aceitou de bom grado.

E agora vocês podem-se interrogar:

Como é que tu sabes se o encontro correu bem se ainda não se realizou?

Bem… eu vou-vos contar um segredo que ainda não contei a ninguém. Há já algum tempo que desenvolvi um dom muito especial que me permite adivinhar o futuro. Foi esse dom que me possibilitou ver o resultado do encontro.

Ah!… E já agora não contem a ninguém este meu dom.     

Alunos do 4ºano

 

PROGRAMA EDUCAÇÃO E SAÚDE

AMBIENTES SAUDÁVEIS PARA AS CRIANÇAS

1.      Identificação da Escola

A Escola EB1 Paredes de Viadores é um edifício do tipo P3, em estado de conservação, no geral, razoável.  

Encontra-se inserida num meio caracterizado, essencialmente, pelo baixo nível económico e literário da maior parte da população residente, onde sobressaem alguns casos de analfabetismo e provêm alguns alunos com dificuldades de aprendizagem.

O estabelecimento de ensino encontra-se situado no centro da freguesia, num lugar alto, bastante ventoso e frio. Não existem moradias nas suas proximidades pelo que os furtos no estabelecimento de ensino são bastante frequentes. No alto, onde a escola se encontra erguida, existe ainda o cemitério da freguesia, a Capela da Nossa Senhora do Socorro que é a Padroeira da localidade e o Jardim de Infância de Paredes de Viadores.                                                                                 

2.      Identificação dos riscos existentes

2.1.  Risco de assalto

A Escola EB1 Paredes de Viadores reúne todas as condições propícias para a ocorrência de assaltos. Na realidade, o isolamento do edifício escolar, a existência de janelas rasteiras com muitos vidros e a existência de portas frágeis estimulam qualquer larápio a assaltá-la.

 

              

2.2.  A existência de um gradeamento perigoso a contornar o recreio

 

 À volta do recreio da Escola EB1 Paredes de Viadores existe um gradeamento bastante perigoso na medida em que as barras metálicas que o constituem apresentam um espaçamento muito grande, o que facilita que os alunos metam a cabeça ente as barras e fiquem lá presos. Esta situação já ocorreu diversas vezes no presente ano lectivo.

  Para além deste perigo, uma parte do gradeamento assenta num muro bastante alto onde os alunos, normalmente, se agarram podendo cair.

 

2.3.  A existência de uma estrada à saída da escola

 À saída da escola existe uma estrada muito perigosa, pois apesar da inclinação que apresenta não oferece grande protecção aos alunos. Devia ser colocada uma passadeira para peões junto ao portão de acesso às instalações escolares. Devemos referir que já existe uma passadeira, mas encontra-se mal situada, atendendo à localização da entrada na escola.

 

2.4.  A falta de pavimento no recreio

 

 A falta de pavimento no recreio constitui, igualmente, um factor de risco na medida em que quando chove fica tudo enlameado. Este, no Inverno, contribui para que os alunos venham do recreio todos enlameados e molhados. Esta é uma das principais razões para que os alunos faltem à escola em virtude de ficarem constipados e de apanharem gripe.

 

                                                                                                   Alunos da E.B.1 de Paredes

 

Diálogos

     Era uma vez a Janela e a Terra.

     A Terra telefonou para a Janela e disse:

     - Aqui estou, amiga Janela.

     - És a Terra?

     - Sim, sou eu. Queria dizer-te se me podes ajudar a limpar a    minha casa.

     - Sim posso. Eu nunca tenho nada que fazer.

     - Obrigado Janela pela tua disponibilidade.

     - Estou sempre às tuas ordens.

     - Até amanhã então.

     - Adeus. 

                                                             Bruna – 2º ano

     Era uma vez a Janela e a Terra.

     A Terra telefonou para a Janela e disse:

     - Olá! Está boa janela?

     - Sim. E tu?

     - Eu também?

     - Que bem se está aqui.

     - Sabias Terra aqui também se está bem.

     - Daqui vêem-se muita gente!

     - E daqui vêem-se muitos bichinhos!

     - Xau janela.

     - Xau Terra. Adorei falar contigo! 

     - Eu também.                    

                                                                                       Mara – 2º ano

 

O Macaco Vaidoso

     Era uma vez um macaco que era muito vaidoso e um dia decidiu cortar o rabo, então foi ao barbeiro e disse:

     - Bom dia Sr. Barbeiro, corte-me o rabo se faz favor.

     - O quê!? Sr. Macaco, você está tolinho, o seu rabo não volta a crescer.

     - Já disse, corte-me o rabo. Ao outro dia, quando o macaco acordou foi-se ver ao espelho e não gostou de se ver assim e decidiu então ir ao barbeiro pedir o rabo de novo.

     - Bom dia Sr. Barbeiro, dê-me o meu rabo de volta.

     - O quê!? Sr. Macaco o seu rabo foi para o lixo.

     - Então tiro-lhe uma navalha.

     O macaco ia pela rua e encontrou uma peixeira e ofereceu-lhe a navalha.

     Quando chegou a casa precisava da navalha para descascar a banana.

     -  Já sei, vou pedir de novo a navalha à peixeira.

     - Ó Sra. Peixeira quero a minha navalha de volta.

     - O quê!? Sr. Macaco a sua navalha partiu.

     - Então tiro-lhe uma sardinha.

    O macaco ia pela rua e a sardinha cheirava muito mal e resolveu oferece-la ao padeiro.

     Quando chegou a casa não tinha nada para comer e pensou:

     - Ai a minha sardinha! Já sei vou pedi-la de novo ao Sr. Padeiro.

     - Ó Sr. Padeiro, dê-me a minha sardinha de volta.

     - O quê!? Sr. Macaco, a  sardinha comi-a.

     - Então tiro-lhe um saco de farinha.

     Mas o saco era muito pesado, resolveu oferece-lo à professora da escola para fazer bolinhos para os meninos.

     Quando chegou a casa tinha recebido uma carta dos primos.

     - Ai que não tenho farinha para fazer bolinhos para o lanche.

     - Já sei, vou pedi-la à professora.

     - Ó Sra. Professora quero a minha farinha de volta.

     - O quê Sr. Macaco!? Com a sua farinha fiz bolinhos para os meus meninos.

     - Então tiro-lhe uma menina.

     O macaco ia pela rua e viu uma velhinha a lavar a roupa e perguntou:

     - Ó Sra. Lavadeira que esta menina?

     - Sim, sim Sr. Macaco.

     Quando chegou a casa encontrou-a toda suja e pensou ir buscar a menina à lavadeira.

     - Ó Sra. Lavadeira quero a minha menina de volta.

     - O quê Sr. Macaco!? A sua menina foi para a mãe dela.

     - Então tiro-lhe uma camisa.

     Ia pela rua e ofereceu a camisa ao violeiro. Quando chegou a casa, não tinha camisa para vestir.

     - Já sei, vou pedir a minha camisa de volta.

     - Ó Sr. Violeiro dê-me a minha camisa de volta.

     - O quê Sr. Macaco!? A sua camisa rasgou-se.

     - Então tiro-lhe a viola.

     Foi para cima de uma árvore e compôs uma canção...

                                         De rabo fiz navalha

                                         De navalha fiz sardinha

                                         De sardinha fiz farinha

                                         De farinha fiz menina

                                         De menina fiz camisa

                                         De camisa fiz viola

                                         Tum... tum... tum...

                                         Que eu vou para Angola

Alunos da E.B. 1 de Paredes